

LIVROS
Os livros de Renata Ettinger percorrem temas como memória, afeto, linguagem, tempo e cotidiano. Entre poesia, experimentação e escuta, sua obra reúne títulos publicados ao longo de diferentes momentos de sua trajetória literária.


tentacular: poemas de tempo, memória e amor
ISBN 978-65-83133-50-2
Editora Arpillera, 2026
Em “tentacular”, a poesia desliza, ondula entre perda e desejo, envolve a vida com seu corpo octópode. Às vezes, diante de ameaças, contrai os músculos do manto, expele uma névoa de tinta nas águas.
Aqui, o tempo é matéria viscosa, estende seus muitos braços, agarra, envolve, puxa e transforma. Encontra e desencontra memórias. Já os tentáculos orgânicos do amor se enroscam na leveza das carícias, das marés mornas.
Os tentáculos de Renata sabem a síntese da poesia, encontram sempre o fluido e o profundo em poucas palavras. E quem lê sente no corpo esse toque invisível que adere e demora.
Yara Fers, escritora e editora

![Capa do livro]não cabe nas mãos[, de Renata Ettinger.](https://static.wixstatic.com/media/5f79ed_4bd35ba9a23f41c18de518f064629b86~mv2.jpeg/v1/crop/x_0,y_30,w_1055,h_1541/fill/w_213,h_312,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/capa.jpeg)
]não cabe nas mãos[
ISBN 978-65-83399-12-0
Mormaço Editorial, 2025
um livro sustentado pelo nãodizer, que se ergue do silêncio e da falta. dos gestos-versos que escapam. dos vazios que insistem.
nesta obra, a autora explora as imensidões do indizível, tece uma investigação pela dimensão silenciosa das palavras e as explora como campos abertos, pois a palavra transborda fronteiras.


habitadores
ISBN 978-65-5864-558-0
Editora Patuá, 2023
Dores “são uma espécie de casa”. Somos, então, habitadores. É de dentro de suas dores que Renata Ettinger escreve. Passeia pelas suas cores e nuances, no exercício de olhar com leveza para as dores que também nos habitam.
Com uma escrita rítmica e corajosa, a poeta dialoga com a dor, analisa com cuidado o seu mapa, investiga suas fronteiras. Diante da vida que não pode parar, pois “alguém precisa pagar a conta”, Habitadores nos defronta com a dor de existir e de ser finito. A poeta sabe que, ainda que se busque alívio, “tem jeito não, a vida é de quebrar”.


A mesma vida é outra
ISBN 978-65-00-41413-4
Publicação independente, 2022
“A mesma vida é outra” é uma narrativa poética sobre transformações. A poeta, experimentando a ciência do tempo, oferece-nos um olhar que se demora e flui sobre recortes da vida: a poesia, o próprio tempo, o corpo-casa e suas implosões, amores, mortes e renascimentos.

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GRITO
silêncios ecoando em minha voz
ISBN 978-65-00-08531-0
Publicação independente, 2020
Grito é a poesia que não sucumbiu ao medo. A palavra em sua forma mais bela nos convida a sentir o sabor da vida e o gosto das horas. A organização dos poemas cria uma atmosfera de narrativa que vai desvelando um ser que amadurece na proporção em que experimenta as próprias dores e angústias. O leitor participa dessa trajetória vivenciando a profundidade da poesia que traz cura, na medida em que escancara a ferida.
Dayane Tosta


OITO POLEGADAS
ISBN 978-85-8020-625-8
Publicação independente, 2018
8 polegares que transmitiram, no dia a dia dinâmico e acelerado, seus sentimentos, suas percepções, suas emoções. É o que nos revela a leitura desta coletânea de poesias sobre o cotidiano do qual todos compartilhamos.
8 polegadas é um convite a uma leitura por vezes leve, por vezes forte, mas sempre marcante. O estilo dos 4 autores diverge na forma e converge nas emoções impressas ao longo de sua poesia. Ler este livro é deixar a leveza da poesia do dia a dia nos impactar ora por sua força, ora por sua delicadeza.
Daiane Amâncio


um eu in verso
ISBN 8590364119
Publicação independente, 2002
Em 'um eu in verso', Renata surpreende pela forma como aborda os temas da sua poesia, por uma sensibilidade natural, à flor da pele.
Ramiro Aquino
A construção do verso exige de quem o faz, ao contrário da descrição e da narrativa, que o artista, em espaço exíguo, realize a total expressão do pensamento. A poesia de Renata apropria-se assim da prerrogativa inerente ao artista, ao colocar muito da sua vida no interior do verso esmerado.
Jaime Cerqueira
