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A mesma vida é outra

“A mesma vida é outra” é uma narrativa poética sobre transformações. A poeta,  experimentando a ciência do tempo, oferece-nos um olhar que se demora e flui sobre recortes da vida: a poesia, o próprio tempo, o corpo-casa e suas implosões, amores, mortes e renascimentos.

É a mesma poeta? É a mesma poesia? É a mesma vida? É e não é. Porque o grito se fez voz. E foi ouvido. O risco se fez verbo. E foi falado. O riso se fez verso. E foi escrito. O sentido se fez sentimento. E foi vivido. Quem não experimentou sensações díspares neste período de reclusão obrigatória que atire a primeira rima. Ela será sempre muito bem-vinda. A Mesma Vida É Outra é luz e sombra. É o que preenche e o que sobra. É realidade e delírio. É a verdade de uma poeta que se faz abrigo e se acende em brilho. A cada mergulho da tinta no papel. Renata faz a gente flutuar sem querer alcançar o céu. Sendo a mesma e sendo outra. Ela sabe que sem arte, a gente não consegue fechar a conta. E dá conta de deixar o corpo atento, o olho aberto e a alma tonta. Que leitura maravilhosa. É incrível como Renata nos desmonta e em seguida nos remonta. Pra deixar claro que a vida, sempre outra, nunca estará pronta.

Mário Garcia Jr. 

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